Autores de ‘Sassaricando’ estreiam novo musical que resgata sambas clássicos

Natália Bittencourt -

Rio - O musical ‘É Com Esse Que Eu Vou’ é um desses espetáculos que poderia vir com selo de ‘a pedidos’, tem doce gostinho de bis e substância de sobra para superar o feito original. Pois desde o sucesso arrebatador de ‘Sassaricando’, quando foram responsáveis pelo resgate das marchinhas, Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral não paravam de ouvir súplicas para um repeteco da parceria com Claudio Botelho e Charles Möeller. O resultado está lá, no Oi Casa Grande.

“É uma decorrência. Desde 1932, a Prefeitura do Rio promovia concursos carnavalescos para premiar as melhores marchinhas e os melhores sambas. Era legítimo que também falássemos sobre eles”, diz Cabral. E que logo se esclareça, eles pedem: samba de Carnaval não é o mesmo que samba-enredo.

Foto: Divulgação

Ao primeiro gênero, produzido entre as décadas de 20 e 70, os pesquisadores dedicaram mais de um ano de audições (foram mais de 1.200 sambas), selecionando as 83 canções do roteiro. Pérolas de Noel Rosa, como ‘Com Que Roupa?’, de Herivelto Martins, como ‘Praça Onze’, e de Ataulfo Alves, como ‘Atire a Primeira Pedra’, e de mais 14 compositores fazem parte dos sete blocos do espetáculo — dividido em temas como rico e pobre, orgia e trabalho, etc.

‘SASSARICANDO’ VAI VOLTAR


Em cena, as boas heranças de ‘Sassaricando’: Pedro Paula Malta, Alfredo Del-Penho, Beatriz Faria e Soraya Ravenle — que assume o protagonismo em algumas cenas —, Lilian Valeska e os estreantes do teatro Marcos Sacramento e Mackley Matos. “As próprias letras são o texto, então é indispensável termos grandes cantores em cena. O elenco sabe tudo de samba, eles me dão verdadeiras aulas”, explica Claudio Botelho. O diretor aponta algumas diferenças do musical e o sucesso anterior: “Os sambas vão mais fundo na dramaticidade, na tristeza. Há muita alegria, é um grande baile, mas há espaço até para a dor de cotovelo”.

No embalo, será lançado um disco duplo pela Biscoito Fino. Gravadas em estúdio, as faixas apresentam o contagiante ritmo da folia — mesmo quando é a tal dor de cotovelo que rege o samba. Ingredientes de um sucesso de muitos Carnavais.
“Ficamos no Leblon até outubro.Depois devemos ir para o Teatro João Caetano, ficando até o Carnaval. A ideia é voltarmos com o ‘Sassaricando’ em janeiro, no Teatro Carlos Gomes. Aí será um grande carnaval na Praça Tiradentes!”, adianta Botelho.

Serviço
OI CASA GRANDE. Av. Afrânio de Mello Franco 290, Leblon (2511- 0800). Qui e sex, às 21h. Sáb, às 21h30. Dom, às 19h. Qui e sex: de R$ 30 a R$ 80. Sáb e dom: de R$ 40 a R$ 100. Livre. 120 min. Até 10 de outubro.

Por Beatriz Mota

Fonte O Dia

Noel Rosa

Noel Rosa foi um marco na música popular brasileira. Um dos responsáveis pelo samba moderno e por ter trazido o samba as rádios, além de aproximar o samba do morro com o asfalto. Suas letras são atuais até hoje, assim como os textos de Shakespeare, pois tratam de temas inerentes ao ser humano. Apesar disso, o cantor, compositor, bandolinista, violonista ainda é pouco conhecido pela grande maioria das pessoas. Mesmo tendo vivido apenas 26 anos, o suficiente para deixar seu nome entre os maiores do samba carioca, Noel deixou mais de 200 composições gravadas. Entre elas inúmeros clássicos indiscutíveis como "Palpite Infeliz", "Feitiço da Vila", "Conversa de Botequim", "Último Desejo", "Silêncio de um Minuto", "Pastorinhas" e "Com Que Roupa?". Em 2010, se estivesse vivo, Noel Rosa completaria 100 anos. Para comemorar esta data decidimos fazer este blog em sua homenagem.

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